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Voluntários ‘How Can I Help You?’ ajudam mais de 500 turistas em Braga

Os resultados estatísticos do projeto de voluntariado estudantil de marketing territorial ‘How Can I Help You?’, promovido pela Creative Zone, em parceria com a Associação Empresarial de Braga e a escola de línguas International House Braga, foram hoje apresentados na sede da AEB. Apesar da chuva e do vento que se fizeram sentir durante as festividades da Páscoa, o projeto superou as expectativas. Entre os dias 27 e 30 de março, 79 voluntários estiveram nas ruas de Braga a promover o território, humanizando a ajuda no terreno. No total, foram ajudados mais de 500 turistas de 24 nacionalidades diferentes, com os espanhóis, portugueses, estadunidenses, ingleses e franceses a liderar a lista de visitantes. CONSULTE AQUI OS DADOS RELATIVOS À EDIÇÃO DE 2024 Na apresentação pública, Rui Marques, Diretor-Geral da AEB, começou por agradecer o papel dos voluntários que ocuparam o seu período de férias a promover a cidade. “Este é um verdadeiro serviço público, pois enriquece muito significativamente a experiência de quem nos visita. Estas boas-vindas de forma muito acolhedora, pessoal e personalizada têm um papel muito importante para a relação estabelecida entre o turista e a cidade de Braga. Este é um projeto inigualável pela autenticidade e generosidade dos voluntários”, salientou. O Diretor-Geral realçou ainda as sinergias que tornam o projeto possível, destacando o importante e generoso contributo dos vários associados da AEB no fornecimento dos lanches concedidos aos voluntários. Neste seguimento, Rui Marques revelou que esta é uma iniciativa a repetir, podendo estender-se a outras épocas turísticas da cidade.

CCP realça importância da Concertação Social para a ação do novo Governo e critica ausência de secretaria de Estado do Comércio e Serviços

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), na sequência da tomada de posse do XXIV Governo Constitucional, considera que para o cumprimento da sua missão, visando o crescimento económico e o aumento da competitividade e em especial no quadro da União Europeia, o governo deverá valorizar a Concertação Social como palco para o indispensável consenso na adoção de medidas transformadoras e reformistas para o país. De acordo com o presidente da CCP, João Vieira Lopes: “Existem as condições de partida para uma legislatura em que seja reforçado o papel dos parceiros sociais em sede de concertação social, como contributo para a estabilidade indispensável ao país, visando o crescimento económico e o aumento do rendimento das famílias”. Nessa linha, a CCP defende que exista um alargamento da discussão no âmbito da CPCS, para que seja possível definir um conjunto de matérias-chave com efetivo impacto na competitividade, como a política de remunerações, a fiscalidade e os incentivos ao investimento. Só assim, entende o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, “A economia portuguesa conseguirá ultrapassar claramente o nível de crescimento anémico que se tem verificado ao longo deste século XXI”. “Para isso”, acrescenta, “o Ministério da Economia deverá assumir um papel de interlocutor chave junto das empresas privadas, sem as quais não será possível assegurar o desejado crescimento económico, quer ao nível do mercado interno, quer na exportação de bens e serviços”. Como nota negativa, face à situação historicamente inédita da não inclusão do Comércio e Serviços na lista das secretarias de Estado, o presidente da CCP considera que se trata de um retrocesso e de um sinal político negativo para os setores que contribuem com mais de dois terços para o PIB, o VAB e o emprego, na Economia nacional. De acordo com João Vieira Lopes: “Mais de dois terços da riqueza criada e do emprego em Portugal advém do comércio e serviços, como muito recentemente concluiu um estudo independente do Prof. Augusto Mateus. Esperamos que esta exclusão na nomenclatura das pastas venha a ser, na prática, compensada pelo reconhecimento efetivo da importância destes setores por parte do Ministério da Economia”. Nesse sentido, e na ausência de um secretário de Estado do Comércio e Serviços, a CCP irá desde já solicitar uma reunião ao ministro da Economia, Pedro Reis.

Opinião | O impacto económico da Semana Santa de Braga

A Semana Santa de Braga é, consensualmente, considerada o principal acontecimento religioso e turístico da cidade, atraindo anualmente dezenas de milhares de visitantes e turistas a Braga. De acordo com os dados recolhidos pela AEB, o impacto económico da Semana Santa, em 2023, ascendeu a 13,2 milhões de euros – o valor mais elevado de sempre -, superando o valor previsto no seu lançamento. Para avaliar este impacto, a AEB comparou o volume de transações eletrónicas na semana do evento, com a semana anterior e posterior, de forma a determinar o efeito multiplicador da Semana Santa em cada um dos principais setores de atividade económica que mais beneficiam com a realização destas celebrações. Sem surpresa, o setor do comércio e serviços é aquele que teve o efeito multiplicador mais baixo (cerca de 10%), mas o que, em valor absoluto, teve o maior contributo do ponto de vista económico – cerca de 9,1 milhões de euros de faturação adicional. Seguiu-se o setor da restauração e similares cuja aceleração no volume de negócios pelo efeito Semana Santa, em 2023, foi estimada em 25%, gerando, deste modo, um impacto económico de 3,3 milhões de euros de transações adicionais no setor. Por fim, encontramos o setor do alojamento que, apesar de registar o efeito multiplicador mais elevado (cerca de 55%), é o que menos contribuiu para o impacto global da Semana Santa de Braga – cerca de 800 mil euros de transações adicionais -, em linha com o reduzido peso que o setor tem na criação de valor na economia bracarense. Para o resultado alcançado em 2023, muito contribuiu o aumento significativo das receitas de turistas estrangeiros, que cresceram 17% face ao ano anterior, totalizando cerca de 2 de milhões de euros. De um total de 52 nacionalidades estrangeiras que, em 2023, registaram transações no concelho de Braga durante a Semana Santa, destacam-se como os principais mercados emissores de turistas:  França, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América, Suíça e Reino Unido. Destes seis mercados, apenas o Reino Unido registou um decréscimo de 30% das transações realizadas durante a Semana Santa de 2023 face a 2022, porém só o crescimento dos turistas norte americanos – país que regista o maior crescimento (30%) mais do que compensou a queda das receitas dos turistas oriundos do Reino Unido. Em função dos setores de atividade, a organização do top de transações por nacionalidades tem ligeiras configurações distintas. Assim no setor do alojamento, o país com maior volume de transações, em 2023, foi a Espanha (23,7%), seguida da França (13,4%), Reino Unido (11,6%), EUA (9,6%) e Alemanha (6,2%). No setor da restauração e similares, é também a Espanha que registou maior volume de transações (27,3%), seguida da França (20,8%), Brasil (8,5%), EUA (7,3%) e Reino Unido (5,5%). Já no setor do comércio e serviços, os cartões franceses são os que geraram maior volume de transações (28,7%), seguindo-se a Espanha (16,3%), Brasil (9,9%), EUA (5,1%) e Reino Unido (5,0%). A diferença dos cartões franceses no comércio comparativamente ao alojamento e restauração, deve-se ao efeito “emigrantes” – compram no comércio, mas, por norma, não ficam alojados em empreendimentos turísticos e consomem menos refeições fora do que outros visitantes. Para 2024, atendendo ao contexto macroeconómico em Portugal e na Europa, a AEB previa um crescimento moderado da atividade económica durante o período da Semana Santa, apontando para um impacto económico a rondar os 14 milhões de euros, porém, o tempo baralhou e mudou tudo. Com uma semana fustigada com chuva, vento e frio e as três principais procissões da Semana Santa de Braga canceladas, as ruas, as lojas e esplanadas de Braga não tiveram a azáfama habitual destas celebrações, em claro prejuízo da dinâmica económica. A taxa de ocupação hoteleira manteve-se nos níveis que registava cerca de uma semana antes do início da Semana Santa (em torno dos 70 a 75%), não tendo havido lugar às ‘tradicionais’ reservas de última hora que costumam fazer com que a taxa de ocupação ‘dispare’ para os 95%. Assim, em vez da Semana Santa com o maior impacto económico de sempre, passaremos para a Semana Santa com mais baixo retorno da última década. Segundo as projeções revistas da AEB, o impacto económico da edição de 2024 da Semana Santa de Braga deverá rondar os 10 a 11 milhões de euros, em resultado de uma diminuição entre 20 a 25% daquilo que eram as perspetivas iniciais. A dimensão turística terá sido, claramente, a mais prejudicada pelas condições meteorológicas adversas, com uma diminuição de cerca de 20% na taxa de ocupação hoteleira e, consequentemente, nas transações no setor da restauração e do comércio e serviços. Porém, a dimensão ‘tradição’ associada à Semana Santa e à Páscoa, que, historicamente, se revela um pico de vendas nalguns setores de atividade económica, como o comercio alimentar, produtos para a casa (decoração e têxteis-lar), produtos de moda e/ou do setor dos cuidados pessoais, é menos sensível às condições meteorológicas e terá mantido um nível de faturação relevante, o que permitirá a Braga alcançar os mencionados 10 a 11 milhões de euros de volume de negócios de impacto económico na Semana Santa de 2024. No entanto, devido à elevada precipitação registada, garantidamente, haverá uma transferência significativa do consumo do comércio de rua para a grande distribuição alimentar e para os centros comerciais. Ou seja, o comércio de rua é claramente o maior prejudicado por esta intempérie. Tradicionalmente, a realização da Semana Santa marca o início dos grandes eventos culturais e turísticos do calendário da nossa região, o que anima e entusiasma os agentes económicos, reforça a atratividade e dinamiza o território representando a abertura da época de maior procura turística no que concerne a alojamento, restauração e comércio. Este ano, não tivemos o arranque que ambicionávamos, mas os empresários sabem que este foi um episódio incontrolável e que a tendência de crescimento regressará, porque Braga continua a ser um dos melhores destinos para se viver, visitar, trabalhar e investir.

Contas de 2023 com resultado positivo e aprovadas por unanimidade

Reunida no final da tarde de 27 de março de 2024, a Assembleia Geral da AEB aprovou por unanimidade o relatório de atividades e contas referentes ao exercício de 2023. O Presidente da AEB, Daniel Vilaça, enfatizou a vitalidade e irreverência assinaláveis da AEB face a um contexto de preocupações e desafios. Em linha com o registado nos últimos anos, foi atingido um resultado líquido positivo que reforça o equilíbrio orçamental, o ativo e a sustentabilidade financeira da instituição. “Estamos orgulhosos dos resultados alcançados em 2023 e cientes que os mesmos demonstram a nossa enorme capacidade de adaptação e resiliência, num contexto de incerteza e de permanente mudança. Em linha com os bons resultados económico-financeiros alcançados nos últimos anos, apresentamos este ano nas contas do exercício indicadores de uma gestão financeira cuidada e eficiente dos recursos mobilizados ao longo do ano”. O relatório apresentado sobressai a capacidade da AEB renovar a sua base associativa (com um crescimento de 10,6% ao longo do ano), assim como a procura crescente das empresas pelos serviços disponibilizados pela associação, nomeadamente ao nível dos serviços de informação e aconselhamento, totalizando mais de 17 mil atendimentos (presenciais e telefónicos) a associados. Destaque ainda para o relevante papel da associação na qualificação das empresas e dos seus ativos, sendo que em 2023, a AEB envolveu 1.676 pessoas em ações de capacitação empresarial e 1.598 formandos em cursos de formação profissional certificada. Outra dimensão relevante do projeto associativo da AEB é sua contribuição para a promoção e dinamização da atividade empresarial, através da organização de ações coletivas de cooperação empresarial. Em 2023 realizaram-se 20 ações coletivas, envolvendo 760 empresas, responsáveis por um impacto económico de 2,6 milhões de euros. Na parte final desta assembleia geral da AEB, o Presidente da Mesa, Eng.º Pedro Fraga, colocou à votação o relatório e contas, o parecer do Conselho Fiscal e a proposta da Direção de aplicação de resultados, tendo estes documentos sido aprovados por unanimidade.   Consulte AQUI o documento aprovado na assembleia geral.

Artigo de Opinião CCP | “O IRS, O Reinvestimento e o Programa Mais Habitação”

Com a entrada em vigor do Código do IRS passaram a ficar sujeitos a imposto os ganhos decorrentes da alienação onerosa de direitos reais sobre bens imóveis. E, desde logo, o legislador considerou que deviam ficar excluídos de tributação as mais-valias obtidas mediante a transmissão onerosa de imóveis destinados à habitação do sujeito passivo, quando o valor de realização fosse utilizado com idêntica finalidade, atenta a importância do direito à habitação, que o legislador privilegiou em detrimento da mera arrecadação de receita fiscal. Com efeito, antes das alterações introduzidas pela Lei n.º 56/2023, de 6 de outubro, estabelecia o n.º 5 do artigo 10.º do CIRS que são excluídos da tributação os ganhos provenientes da transmissão onerosa de imóveis destinados a habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, desde que verificadas, cumulativamente, as seguintes condições: → O valor de realização, deduzido da amortização de eventual empréstimo contraído para a aquisição do imóvel, seja reinvestido na aquisição da propriedade de outro imóvel, de terreno para construção de imóvel e ou respetiva construção, ou na ampliação ou melhoramento de outro imóvel exclusivamente com o mesmo destino situado em território português ou no território de outro Estado membro da União Europeia ou do Espaço Económico Europeu, desde que, neste último caso, exista intercâmbio de informações em matéria fiscal; → O reinvestimento previsto na alínea anterior seja efetuado entre os 24 meses anteriores e os 36 meses posteriores contados da data da realização; → O sujeito passivo manifeste a intenção de proceder ao reinvestimento, ainda que parcial, mencionando o respetivo montante na declaração de rendimentos respeitante ao ano da alienação.   Reinvestimento em habitação própria e permanente: novas condições Ora, a Lei n.º 56/2023, veio introduzir uma limitação a tal exclusão da tributação determinando, como condição, que o imóvel transmitido tenha sido destinado a habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, comprovada através do respetivo domicílio fiscal, nos 24 meses anteriores à data da transmissão. Procurou-se com tal norma evitar o uso abusivo ao regime de reinvestimento na compra e subsequente venda, num curto espaço de tempo, do imóvel destinado a habitação. Veio, entretanto, a AT esclarecer, através do ofício-circulado n.º 20266, de 23.02.2024, que esta condição tem de ser conjugada com a possibilidade, prevista na al. b) do n.º 5 do artigo 10.º, do reinvestimento poder ser efetuado nos 24 meses anteriores à data da realização, e com o prazo para afetação, do imóvel adquirido, à habitação do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, previsto nas alíneas a) e b) do n.º 6 do artigo 10.º, ambas do Código do IRS, suscitando-se a dúvida a partir de quando e como se deve contar este prazo. Considerou a AT que, para que possam considerar-se preenchidos os pressupostos das alíneas b) e e) do n.º 5 do artigo 10.º do Código do IRS nas situações de reinvestimento nos 24 meses anteriores à alienação da habitação própria e permanente, o sujeito passivo ou o seu agregado devem ter residido anteriormente neste imóvel pelo período mínimo de 24 meses contados a partir de qualquer dos seguintes factos: → da aquisição do imóvel objeto do reinvestimento; ou → da afetação ao domicílio fiscal do novo imóvel (objeto de reinvestimento); ou → da transmissão do imóvel antigo (gerador da mais-valia). Por outro lado, foi aditada uma nova condição nos termos da qual se que prevê a não aplicação da exclusão em causa, quando o “sujeito passivo ou o seu agregado familiar não tenham fixado no imóvel o seu domicílio fiscal” (alínea e), ao n.º 6 do artigo 10.º do Código do IRS). Ora, atendendo aos prazos previstos nas alíneas a) e b) do n.º 6 do artigo 10.º, para afetação do imóvel à habitação do sujeito passivo ou do seu agregado familiar, considerou a AT que a fixação do domicílio fiscal no imóvel objeto de reinvestimento, prevista nesta alínea e), deve ocorrer, nos casos a que se refere a alínea a) (aquisição de outro imóvel) do mesmo n.º 6, até 12 meses após o reinvestimento, e, nos casos a que se refere a alínea b) ) (construção ou melhoramento de imóvel), até ao fim do quinto ano seguinte ao da realização. Estas alterações são aplicáveis aos factos tributários (alienações) ocorridos após a entrada em vigor daquela lei, isto é, a partir de 7 de outubro de 2023. Consequentemente, nos casos em que um sujeito passivo aliene um imóvel destinado a habitação própria e permanente, após a referida data, os requisitos que deve observar para beneficiar do regime de exclusão, são os que estiverem em vigor à data da alienação, coexistindo, no ano de 2023, regimes de exclusão de tributação de mais-valias imobiliárias com critérios distintos, consoante a data em que se tiver verificado o facto tributário, que dá lugar ao apuramento do imposto.   Regime temporário de exclusão de tributação de mais-valias com a alienação de imóvel não destinado a habitação própria e permanente – amortização de empréstimos Entendeu ainda o legislador introduzir uma medida temporária que se consubstanciou, relativamente à tributação de mais-valias obtidas com a alienação de terrenos para construção ou de imóvel não destinado a habitação própria e permanente, ocorridas no período entre 01.01.2022 e 31.12.2024, na possibilidade de: → A aplicação do valor de realização (deduzido da amortização do empréstimo para aquisição do imóvel alienado), na amortização de capital em dívida em crédito habitação destinado a habitação própria e permanente do sujeito passivo, do seu agregado familiar ou dos seus descendentes; → Que tal aplicação ocorra num prazo de 3 meses, contados da data da realização, ou da data de entrada em vigor da lei, no caso de transmissões anteriores a essa data. Quanto a esta exclusão veio a AT pronunciar-se no sentido de que: → Os ganhos de mais-valias objeto de exclusão tributária, podem advir da venda de um ou mais terrenos para construção e de um ou mais imóveis habitacionais, assim como da transmissão de parte ou da totalidade desses imóveis, […]

CIP estima que impulso do início do ano poderá estender-se ao 1.º trimestre

Após a aceleração do crescimento registada no final de 2023, o Barómetro ISEG/CIP identifica uma evolução positiva em diversos indicadores, apontando para “um impulso ascendente que poderá vir a estender-se ao trimestre”. Em particular, no início do ano, “a indústria decresce menos intensamente, a construção cresce a maior ritmo, a atividade dos serviços recupera face a dezembro, o volume de negócios no comércio a retalho continua a crescer, embora lentamente, a procura automóvel cresce mais intensamente”. Espera-se, assim, para o primeiro trimestre, uma evolução positiva em cadeia, sobretudo com origem na procura interna, o que deverá assegurar um crescimento homólogo superior a 1% do PIB. Em relação à totalidade do ano de 2024, o Barómetro ISEG/CIP não altera — ainda — a previsão do crescimento se situar no intervalo de 1% a 2%, o que pode acontecer já no próximo mês. Recorde-se que a previsão de crescimento deixada pelo governo cessante aponta para 1,5%; já o programa eleitoral da AD define a meta de 1,6%. “O lastro da riqueza criada no último trimestre do ano passado foi determinante para influenciar positivamente este arranque do ano. A indústria, no entanto, continua a decrescer, o que reflete as dificuldades e também a incerteza que Portugal enfrenta. Mais do que nunca, todos os atores políticos têm de encontrar plataformas de entendimento capazes de reduzir a indefinição político-partidária e, assim, permitir que o país, em suspenso há já cinco meses, possa voltar a concentrar-se no essencial: a vida dos portugueses e a competitividade das empresas”, aponta Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP.   Consulte o Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG de março aqui.

Opinião | Acelerar a transformação digital do comércio

Os setores do comércio e serviços, embora sejam os mais relevantes para a criação de riqueza e emprego na economia portuguesa, são recorrentemente desconsiderados, para não dizer discriminados, nos instrumentos previstos para apoiar o tecido empresarial nos acordos de parceria celebrados por Portugal com a Comissão Europeia. De facto, de acordo com os dados do INE de 2022, cerca de 60% do volume de negócios, 65% do VAB – Valor Acrescentado Bruto e 67% do emprego na economia portuguesa são da responsabilidade destes setores. Porém, apenas representaram 18% no QREN e 12% no PT2020 dos incentivos FEDER atribuídos ao investimento das empresas. Uma discrepância tão injusta quanto incompreensível. No PRR, provavelmente para tentar amenizar as constantes e fundadas reclamações destes setores, o governo português alocou uma verba de aproximadamente 105 milhões de euros (entretanto reforçada em mais 27,5 milhões de euros) para responder aos desafios da transformação digital do comércio e serviços, através de duas medidas: os Bairros Comerciais Digitais e as Aceleradoras de Comércio Digital. Neste artigo debruço-me sobre o programa das Aceleradoras, que correspondem a estruturas criadas pelo tecido associativo empresarial, que têm por principal missão desenvolver os modelos de negócio das empresas do comércio e serviços abertos ao consumidor, bem como incentivar a adoção de tecnologias digitais, nomeadamente por meio da capacitação, mentoria, networking e apoio na implementação do projeto de digitalização das empresas. Assim, na prática, as Aceleradores apoiarão as micro e PME em 4 dimensões fundamentais: 1 – Elaboração de diagnósticos de maturidade digital das empresas interessadas, que resultará num plano de ação para a digitalização dos processos e modelo de negócio de cada empresa. 2 – Publicitação do Catálogo de Serviços de Transição Digital, que estará disponível online para consulta das empresas interessadas e no qual constarão os pacotes de serviços de apoio à digitalização disponíveis, bem como os respetivos prestadores de serviços acreditados. 3 – Mediação do acesso das empresas participantes a estes serviços, através da concessão de vouchers até 2.000 euros a cada empresa, não tendo a empresa de suportar os custos associados à prestação do serviço de que irá usufruir, até ao limite do voucher que lhe for concedido. Quando o serviço exceder, o valor estabelecido para o apoio, a empresa participante terá de suportar o valor remanescente. 4 – Realização de ações de sensibilização e capacitação às empresas do comércio e dos serviços abertos ao consumidor, promovendo a aquisição de conhecimentos e competências na área digital, ajudando as empresas e os seus colaboradores a estar mais preparados para os desafios da transformação digital. A dotação orçamental disponível para esta iniciativa é de 55 milhões de euros, repartida em duas componentes: uma no montante de 23 milhões de euros para apoiar a constituição de, pelo menos, uma aceleradora por cada NUT III; e outra no montante de 32 milhões de euros que estão alocados aos Vouchers a distribuir às 31.000 empresas que se espera que venham a beneficiar deste programa, através do acesso ao Catálogo de Serviços de Transição Digital. Na região Norte, o projeto intitula-se Acelerar o Norte e é promovido por um consórcio liderado pela CCP, sendo operacionalizado por um conjunto de 16 associações empresariais. A AEB é uma das aceleradoras e irá assegurar o apoio às empresas dos 6 concelhos da sua área de intervenção: Braga, Amares, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho e Vila Verde. Conceptualmente bem concebida e com uma metodologia de intervenção simples e eficaz, a iniciativa padece, no entanto, de um erro crucial que prejudicará significativamente o seu impacto: o valor de apoio por empresa é muito reduzido. Com um apoio que, no limite, pode chegar aos 2 mil euros, o programa terá um efeito transformador muito pouco relevante nas empresas beneficiárias, e irá, por isso, ser orientado e procurado, sobretudo, para um grupo de empresas num estado muito incipiente no seu processo de transformação digital, com os riscos que daqui advém deste apoio não ter sequência, por falta de capacidade de investimento e/ou por falta de recursos humanos internos qualificados. Para abranger 30 mil empresas, o programa deveria ter um envelope financeiro, pelo menos, 10 vezes maior, porque apenas com intervenções mais estruturadas é que as empresas beneficiárias poderão internalizar competências para avançarem com mais garantias de sucesso nos seus processos de transformação digital e, desse modo, constituir-se como boas práticas para contagiar o restante ecossistema. Porém, como é habitual na gestão de fundos comunitários para as micro e PME, preferiu-se a quantidade em detrimento da qualidade, mesmo que esta decisão comporte o risco de se desperdiçar um envelope financeiro relevante. É por estas e por outras, que após 30 anos de aplicação de fundos comunitários em Portugal, continuamos a não conseguir convergir com a Europa. Precisamos de uma estratégia mais ambiciosa e governantes mais responsáveis.

AEB impulsiona enoturismo na região com 3.ª Business Fam Trip

A Associação Empresarial de Braga (AEB) e a Universidade Católica Portuguesa (UCP) – Braga promoveram hoje, dia 20 de março, a 3.ª edição das “Braga Business Fam Trips”, direcionada aos operadores turísticos. Sob o mote “O Vinho e o Turismo”, esta terceira viagem contemplou uma visita a duas empresas vinícolas da região, por forma a evidenciar o papel crucial que estas instituições têm na preservação da identidade cultural e no desenvolvimento económico de Braga. A adesão ao evento superou as expectativas, reunindo cerca de 30 agentes turísticos locais, que tiveram a oportunidade de explorar os bastidores da produção vinícola do Solar da Pena e da Quinta D’Amares, duas empresas que unem história, cultura e vinhos de primeira qualidade. Segundo o Diretor-Geral da AEB, “as ‘Braga Business Fam Trips’ são uma oportunidade única para os operadores turísticos conhecerem de perto o potencial da região e estabelecerem parcerias que impulsionem ainda mais o setor”. “O objetivo é estimular a cooperação na criação de novas ofertas turísticas para no fundo dinamizar este setor de atividade. Para Braga manter-se como um ponto de referência ao nível do turismo, precisa constantemente de criar novos produtos e novas experiências. Fomentar a cooperação, fomentar a inovação é fundamental para continuarmos a ser bem-sucedidos neste setor tão concorrencial como é o turismo”, vincou. Rui Marques ressaltou também outro aspeto fundamental da iniciativa: o fortalecimento do tecido empresarial local. “Uma das facetas mais significativas dessas viagens é a promoção do networking e a troca de experiências entre empresas. Através do intercâmbio e da promoção ativa de redes por meio de parcerias, estamos a construir uma comunidade empresarial mais sólida e colaborativa”. Focando na vertente do enoturismo, o Diretor-Geral sublinhou o vasto potencial ainda por explorar na região do Minho.  “Um dos nossos maiores ativos é sem dúvida a cultura do vinho. Com esta iniciativa a AEB pretendeu juntar os operadores turísticos com os produtores de vinho, no sentido de estreitar relações, porque acreditamos que o enoturismo tem um enorme potencial ainda por explorar na nossa região”. Para Varico Pereira, professor da UCP – Braga, estas iniciativas são fundamentais para fortalecer a ligação entre a academia e o mercado. “Esta colaboração entre a AEB e a Universidade Católica foi altamente produtiva, integrando conhecimento, experiência e contacto direto com empresários. Promovemos uma visão integrada do turismo, valorizando não apenas o lazer, mas também os ativos económicos da nossa região”. As “Braga Business Fam Trips” têm-se revelado um sucesso crescente a cada edição. Com a colaboração entre a AEB e a UCP – Braga, espera-se que estas iniciativas continuem a contribuir para o crescimento sustentável do setor turístico na região. “Face ao sucesso e ao feedback que tivemos por parte dos operadores vamos preparar, para o próximo semestre, um conjunto de novas visitas, a novas áreas, porque felizmente temos ativos muito valiosos ainda por potenciar”, revelou Rui Marques.

Incerteza política pós-eleitoral preocupa setor empresarial: CCP apela à estabilidade para o crescimento económico

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) expressou preocupação diante do cenário de incerteza política que se desenha após os recentes resultados eleitorais. Com a ausência de uma maioria parlamentar expressiva, a CCP destaca que o mais importante será que a instabilidade política não coloque em causa a prossecução dos objetivos anunciados pelos principais partidos para a promoção da competitividade das empresas e o crescimento económico e da produtividade, tendo em conta as necessidades do país.   Diante este novo quadro parlamentar, a CCP antevê a necessidade de acordos pontuais e compromissos variáveis para viabilizar propostas que exijam aprovação parlamentar, especialmente em questões fiscais e orçamentárias. Embora reconheça que a estabilidade e previsibilidade são fundamentais para as empresas, a CCP ressalta a disposição do setor empresarial em adaptar-se à nova conjuntura. A CCP tem, assim, a expectativa que de os objetivos de incentivar o crescimento económico manifestados pelos dois principais partidos se mantenham vivos ao longo da próxima legislatura e que sejam encontradas soluções que permitam desenvolver a economia e em particular recuperar vários atrasos na concretização dos vários projetos com fundos europeus, de que são exemplo o PRR e o Portugal 20/30. No que diz respeito à resolução de questões pendentes e à abordagem de opções em aberto, nomeadamente as decorrentes dos acordos existentes, a CCP considera que tendo os principais partidos, durante o período eleitoral, manifestado o seu empenho em dinamizar a atividade tripartida entre Governo, confederações sindicais e empresariais, é na Comissão Permanente de Concertação Social que deverá ser encontrada uma metodologia de abordagem e concretização desses mesmos acordos.

AEB, Creative Zone e International House lançam a 4.ª edição do projeto ‘How Can I Help You?’

A Associação Empresarial de Braga, a Creative Zone e a International House Braga apresentaram, hoje, a 4.ª edição do projeto de voluntariado estudantil de marketing territorial ‘How Can I Help You?’. O intuito deste programa passa por ajudar os visitantes da cidade de Braga, nomeadamente no período da Semana Santa, na obtenção de direções, informações, dicas e outras que se mostrem necessárias. Trata-se de uma ajuda itinerante fornecida pelos voluntários que estarão nas ruas, junto aos pontos de interesse, complementando a informação que os visitantes podem obter nos postos de informação de Turismo. Entre os dias 27 e 30 de março, das 10h00 às 18h30, serão assim esperados 100 voluntários que estarão nas ruas de Braga a promover o território, humanizando a ajuda no terreno. Nesta edição, o projeto lança duas inovações, nomeadamente o envolvimento da comunidade de EXPATS (residentes estrangeiros) que vivem em Braga e a inclusão da ‘Viagem Imersiva a Braga’ com os óculos de realidade virtual em frente à AEB. Rui Marques, Diretor-Geral da Associação Empresarial de Braga, elogiou os voluntários por ocuparem o seu período de férias a “ajudar a comunidade”, realçando que Braga já é reconhecida por “receber bem”, mas que através desta ação a AEB espera valorizar ainda mais esse sentimento dos visitantes. “Este é um contributo muito valioso, porque enriquece muito significativamente a experiência de quem nos visita. Estas boas-vindas de forma muito acolhedora, pessoal e personalizada têm um papel muito importante para a relação estabelecida entre o turista e a cidade de Braga”, salientou. A CEO da Creative Zone, Sílvia Correia, acrescentou que os cerca de 100 voluntários vão “promover o território”, sendo “estimulados para o gosto pelo conhecimento da cidade” e tornando-se “embaixadores da marca Braga”. Por sua vez, Janet Sinclair, Diretora da International House, destacou a pertinência do projeto para os estudantes que vão ter a oportunidade de praticar em ambiente real a língua inglesa, “ampliando assim os seus conhecimentos culturais e históricos”. Benefícios estes que também se estendem aos voluntários adultos. Tony Kusuma, há cerca de 8 meses em Braga, assume-me como “um embaixador de Braga”, explicando que o envolvimento na atividade é uma forma de retribuir “a boa receção sentida por parte dos bracarenses”. A iniciativa conta ainda com o apoio da TUB e de vários associados da AEB no fornecimento dos lanches concedidos aos voluntários.

AEB e OCF unem esforços para reduzir custos energéticos das empresas associadas

A Associação Empresarial de Braga apresentou, hoje, o Energy Business Program. Um projeto que surge em virtude do protocolo assinado com a OCF Portugal e visa auxiliar as empresas associadas da AEB a darem o passo necessário rumo a uma transição energética pensada e clarificada. Sem qualquer custo associado, este programa de consciencialização social e económica pretende dar a conhecer melhor os seus custos de energia, apresentando várias opções para que as empresas tomem decisões conscientes e informadas, resultando assim numa redução de custos significativa. Rui Marques, Diretor-Geral da AEB, na sessão pública, explicou a pertinência do projeto, apontando os custos da energia como um “fator crítico na competitividade das empresas dos mais diversos setores de atividade”. “Com os custos energéticos a assumirem cada vez mais um peso muito elevado nos encargos das empresas, o objetivo do Energy Business Program passa, efetivamente, pela redução destes custos. Vamos promover uma poupança efetiva junto dos nossos associados”, vincou. Na primeira fase a missão passa por avaliar os custos correntes das empresas associadas da AEB e dessa forma endereçar conhecimento de mercado e reduzir os custos das faturas de Luz de forma considerável. “Este programa, pensado em parceria com a OCF, abrange três pontos fundamentais, a sensibilização, a capacitação e, por fim, a orientação”, acrescentou. Rodrigo Coutinho e Rui Mendonça, explicaram que a OCF irá apresentar planos à medida de cada empresa, potenciando simultaneamente a consciência energética junto deste público. Em suma, esta parceria entre a AEB & OCF através do Energy Business Program “vai permitir aos empresários perceberem o que pagam, porque pagam e como podem pagar menos. Melhor informação e mais conhecimento, é aqui que está o ganho”.

AEB promove 3.ª Business Fam Trip pelos bastidores da produção vinícola da região

A Associação Empresarial de Braga (AEB), em colaboração com a Universidade Católica de Braga, promove a 3.ª ‘Braga Business Fam Trips’. A visita “O Vinho e o Turismo” está agendada já para o próximo dia 20 de março, das 14h às 17 horas. Durante essa tarde, os participantes terão a oportunidade de embarcar numa jornada exclusiva e enriquecedora pelo Solar da Pena e pela Quinta d’Amares, duas empresas que unem história, cultura e vinhos de primeira qualidade. “Esta iniciativa, para além de enriquecer o conhecimento sobre a história e a tradição vinícola da região, visa igualmente fortalecer o tecido empresarial local. O intercâmbio de experiências e a promoção ativa de redes por meio de parcerias são pilares fundamentais para o desenvolvimento desta rede empresarial na nossa região”, explica o Diretor-Geral da AEB. Para Rui Marques, é fundamental aproximar e incorporar as unidades de negócio do setor do turismo, não apenas para incrementar o valor da oferta apresentada aos turistas, mas também potenciar o desenvolvimento da região. “O turismo é uma área de negócios e, por conseguinte, é crucial maximizar o seu valor económico quando recebemos visitantes. Olhando especificamente para o Enoturismo, este é muito mais do que uma simples jornada de sabores, é um catalisador essencial para o desenvolvimento económico sustentável da nossa região. Ao explorarmos a riqueza vitivinícola de Braga, não só enaltecemos a nossa herança cultural e histórica, mas também criamos oportunidades de crescimento para as empresas locais, impulsionando a economia e fortalecendo o vínculo entre o turismo e o tecido empresarial. Através da nossa cultura vinícola podemos tecer uma narrativa de prosperidade e inovação, atraindo visitantes e investimentos que contribuem para o florescimento contínuo da nossa região”, conclui. Será assegurado o transporte para as empresas. Para tal, o ponto de encontro é no parque de estacionamento do E.Leclerc às 14h00. Faça a sua inscrição AQUI

Iniciativa da AEB impulsiona parceria entre indústria bracarense e agentes turísticos

A Associação Empresarial de Braga (AEB) e a Universidade Católica Portuguesa (UCP) – Braga promoveram hoje, dia 6 de março, a 2.ª edição das “Braga Business Fam Trips”, direcionada aos operadores turísticos. Sob o mote “A Indústria e o Turismo”, esta segunda viagem contemplou uma visita a três indústrias bracarenses, por forma a evidenciar o papel crucial que estas instituições têm na preservação da identidade cultural e no desenvolvimento económico da cidade. A adesão excedeu as expectativas e reuniu cerca de 30 agentes turísticos da região, que puderam conhecer os segredos por trás da produção da Cerveja LETRA, explorar os aromas da fábrica de perfumes da Nortempresa e mergulhar na tradição da Fábrica de Sinos, ‘Serafim da Silva Jerónimo’. Segundo Rui Marques, Diretor-Geral da AEB, esta visita surge pela importância de aproximar os agentes económicos dos operadores turísticos, bem como pela necessidade de se enriquecer a oferta turística da cidade de Braga. “Mais do que atrair fluxo de turistas interessa-nos tudo o que possa maximizar o valor que nós conseguimos reter da atividade turística no nosso território. A atividade turística faz sentido se ajudar a região a gerar rendimento, emprego e progresso”, destacou. Outro ponto de destaque da iniciativa, segundo Rui Marques, é o fortalecimento do tecido empresarial local, através do intercâmbio de experiências e da promoção ativa de redes por meio de parcerias. “O propósito desta iniciativa é aproximar os agentes turísticos destas empresas para que se possam estabelecer parcerias, de forma que estes projetos possam integrar a programação turística da região. Para além da história e tradição destas indústrias, acresce ainda o fator experimentação, uma dimensão cada vez mais valorizada pelo turista”, concluiu. Por sua vez, Carla Cardoso, em representação da UCP-Braga, destacou a importância desta iniciativa para uma visão abrangente da cidade, potenciando assim um maior conhecimento sobre a história e a tradição industrial da cidade. Os operadores de animação turística que participaram na iniciativa elogiaram a iniciativa da AEB por proporcionar estas experiências e oportunidades para conhecerem melhor estes espaços da cidade, destacando ainda a experiência humanística que proporciona pelos contactos com outros parceiros e pela possibilidade de networking.

Amigos do Café 2024 com impacto económico de 100 mil euros

“Um sucesso” – assim foi o Roteiro ‘Amigos do Café’, dinamizado pela Associação Empresarial de Braga.  A iniciativa representou um volume de negócios de 100 mil euros, no global, junto dos estabelecimentos aderentes. No balanço final deste roteiro, Rui Marques, Diretor-geral da AEB, indicou que os empresários avaliaram a iniciativa ‘Amigos do Café’ como “muito positiva”, destacando os  três grandes propósitos da ação: 1) atrair e fidelizar novos clientes aos estabelecimentos aderentes; 2) impacto positivo da iniciativa em termos de divulgação e da notoriedade dos estabelecimentos aderentes; e 3) ajudar a lançar e consolidar a oferta de novos produtos e serviços. “Este é um contributo muito importante para a dinamização da nossa oferta, porque aumenta o tráfego de clientes significativamente nos estabelecimentos aderentes à iniciativa e, sobretudo pela captação de novos clientes.”, explicou. Na conferência de imprensa esteve também Filipe Costinha, diretor da Delta Cafés da região do Minho, que reconheceu que este roteiro, em época baixa, estimula as vendas. Na cerimónia, que decorreu no café Empório, decorreu ainda a entrega dos prémios do sorteio da edição de 2024. Este ano, o Amigos do Café contou, também, com o passatempo ‘BFF’, que premiou cerca de 100 consumidores com uma caixa de cápsulas Delta Q. “Este passamento, uma novidade desta edição, superou todas as expectativas, alcançando valores muito positivos”, concluiu Rui Marques.